Eles têm "O Rui". Nós temos "O Luís". "O Luís" sagrou-se ontem Campeão pela enésima vez e aproveitou para anunciar o final da carreira.
"O Luís" tem 36 anos e afirmou que "não voltará a jogar ao mais alto nível". Para mim, está-se a fazer ao Benfica.
domingo, 17 de maio de 2009
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Da destruição de Lisboa
Lembro-me como se fosse hoje daquele que foi um dos piores dias da minha vida. Nessa triste data, uma série de factores que em condições normais jamais se conjugariam uniram-se, dando origem às horas mais infernais da minha existência. Foi no dia 22 de Maio de 2005.
Improbabilidade nº1: nessa época eu morava a escassas dezenas de metros do Marquês de Pombal.
Improbabilidade nº2: nessa tarde o Benfica sagrava-se campeão nacional de futebol.
Convém fazer aqui uma breve pausa no texto e esclarecer os leitores mais cépticos, nomeadamente os de mais tenra idade, acerca destas improbabilidades. Quanto ao facto de eu morar perto do Marquês não há muito a dizer. Já em relação ao campeonato para o Benfica, foi mesmo verdade. Sim, aquele clube que nas últimas épocas vem lutando estoicamente pelo 3º lugar já foi campeão. Dizem os antigos que até o foi várias vezes em tempos que se perderam na bruma da História e na memória atacada pelo Alzheimer do Rui Cartaxana.
Voltando a essa fatídica tarde primaveril: após o apito final do Bessa, o que aparentava ser uma amena tarde primaveril resvalou rapidamente para um cenário apocalíptico. De estradas que levam não se sabe bem onde, em meios de transporte que se julgavam para sempre extintos, a pé e de trás das pedras, o centro da cidade foi invadido por criaturas fardadas de vermelho, de tez arroxeada e falando um dialecto imperceptível para quem não pertencia aquela alcateia.
Num ápice, os jardins da mais nobre avenida de Lisboa foram pisoteados (provavelmente até pastados), o lixo acumulou-se nas bermas e a urina correu a rodos pelas valetas. Cânticos assustadores e palavras de ordem aterradoras brotavam daquelas gargantas calejadas do álcool. O povo trancou-se em casa temeroso, percebendo pela primeira vez o que sentiam as indefesas populações medievais quando avistavam no horizonte os “drakkars” vikings. Relatos há de quem tenha preferido o suicídio a tentar explicar à turba onde era a Rua Rosa Araújo.
E eu ali naquele terceiro andar, a lamentar amargamente ter ignorado os avisos que me tinham sido feitos. Um pouco como quando a Protecção Civil anuncia um alerta laranja por causa da chuva e vento, também já ninguém acredita que o Benfica pode ser campeão. Podia perfeitamente ter saído da cidade e, tal como Nero em Roma, ter ficado ali num cabeço de Loures a assistir à destruição de Lisboa. Mas fiquei. Com a porta trancada pela minha mais pesada mobília e sem pregar olho até às 5 da manhã quando finalmente ficaram sem voz, sem cerveja e sem mulheres, homens e pombos para violar.
Por isso é que me é indiferente o FCP ganhar o campeonato. Como nas cheias do Bangladesh só nos chegam cá abaixo as notícias. Isso e aquela dúzia de maduros divididos entre o Marquês e a Avenida da República que, convenhamos, até têm piada com os seus três dentes.
Improbabilidade nº1: nessa época eu morava a escassas dezenas de metros do Marquês de Pombal.
Improbabilidade nº2: nessa tarde o Benfica sagrava-se campeão nacional de futebol.
Convém fazer aqui uma breve pausa no texto e esclarecer os leitores mais cépticos, nomeadamente os de mais tenra idade, acerca destas improbabilidades. Quanto ao facto de eu morar perto do Marquês não há muito a dizer. Já em relação ao campeonato para o Benfica, foi mesmo verdade. Sim, aquele clube que nas últimas épocas vem lutando estoicamente pelo 3º lugar já foi campeão. Dizem os antigos que até o foi várias vezes em tempos que se perderam na bruma da História e na memória atacada pelo Alzheimer do Rui Cartaxana.
Voltando a essa fatídica tarde primaveril: após o apito final do Bessa, o que aparentava ser uma amena tarde primaveril resvalou rapidamente para um cenário apocalíptico. De estradas que levam não se sabe bem onde, em meios de transporte que se julgavam para sempre extintos, a pé e de trás das pedras, o centro da cidade foi invadido por criaturas fardadas de vermelho, de tez arroxeada e falando um dialecto imperceptível para quem não pertencia aquela alcateia.
Num ápice, os jardins da mais nobre avenida de Lisboa foram pisoteados (provavelmente até pastados), o lixo acumulou-se nas bermas e a urina correu a rodos pelas valetas. Cânticos assustadores e palavras de ordem aterradoras brotavam daquelas gargantas calejadas do álcool. O povo trancou-se em casa temeroso, percebendo pela primeira vez o que sentiam as indefesas populações medievais quando avistavam no horizonte os “drakkars” vikings. Relatos há de quem tenha preferido o suicídio a tentar explicar à turba onde era a Rua Rosa Araújo.
E eu ali naquele terceiro andar, a lamentar amargamente ter ignorado os avisos que me tinham sido feitos. Um pouco como quando a Protecção Civil anuncia um alerta laranja por causa da chuva e vento, também já ninguém acredita que o Benfica pode ser campeão. Podia perfeitamente ter saído da cidade e, tal como Nero em Roma, ter ficado ali num cabeço de Loures a assistir à destruição de Lisboa. Mas fiquei. Com a porta trancada pela minha mais pesada mobília e sem pregar olho até às 5 da manhã quando finalmente ficaram sem voz, sem cerveja e sem mulheres, homens e pombos para violar.
Por isso é que me é indiferente o FCP ganhar o campeonato. Como nas cheias do Bangladesh só nos chegam cá abaixo as notícias. Isso e aquela dúzia de maduros divididos entre o Marquês e a Avenida da República que, convenhamos, até têm piada com os seus três dentes.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Eu não escreveria melhor
Eu já andava a matutar nisto há uns tempos e agora tenho a certeza: quando daqui a umas semanas ficar sem emprego (espero sinceramente que não), Quique Flores pode contar com um part-time como escriba aqui no Impróprio. Escrevendo a verde, obviamente.
O seu anti-benfiquismo primário ficou bem patente nas opções que tomou ao longo da época e nas contratações que encomendou a "O Rui". Mas o que lhe garante um lugar aqui no plantel é o seu humor acutilante e a sua capacidade de deixar o mais Jorge Máximo dos benfiquistas com os nervos à flor da pele.
Quique, já não é nem a primeira nem a segunda vez que tu me tiras as palavras da boca.
O seu anti-benfiquismo primário ficou bem patente nas opções que tomou ao longo da época e nas contratações que encomendou a "O Rui". Mas o que lhe garante um lugar aqui no plantel é o seu humor acutilante e a sua capacidade de deixar o mais Jorge Máximo dos benfiquistas com os nervos à flor da pele.
Quique, já não é nem a primeira nem a segunda vez que tu me tiras as palavras da boca.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Manifesto Eleitoral
Caros sócios e simpatizantes do Impróprio para Cardíacos,
Como têm reparado, há mais de uma semana que me encontro afastado deste relvado. Aproveito para agradecer os milhares de sms’s, e-mails, telegramas cantados e meretrizes de leste que me têm feito chegar em sinal de apoio e incentivo.
É que, agora que se aproximam as eleições no meu Clube, também eu decidi entrar em período de reflexão. E depois de muito reflectir, é triste observar que os sportinguistas estão mais relutantes em candidatar-se à Presidência do que as freiras carmelitas em protagonizarem um filme do Sá Leão (a utilização do apelido do realizador neste contexto não é inocente, claro). Mais triste ainda é observar que, dado o actual cenário de miséria, até eu constituo uma alternativa mais credível do que aquelas que se perfilam.
Espero que se levante em torno da minha potencial candidatura uma vaga de fundo semelhante à que levou Pedro Quartin Graça à presidência do Partido da Terra. E aqueles que me apontam o dedo, acusando-me de não ter perfil para o cargo, eu contraponho com os seguintes factos:
- tal com o actual Presidente, eu gosto de whisky
- tal como o actual Presidente, não poderei dedicar mais de uma horinha/dia ao clube
- ao contrário do actual Presidente, gosto de futebol
- tal como o actual Presidente, não percebo nada de futebol
- ao contrário do actual Presidente corria com o Bento passado 21 minutos de tomar posse
- tal como o actual Presidente, não me importo nada de fazer umas negociatas obscuras envolvento amigalhaços e o clube
- ao contrário do actual presidente, eu percebo que o Tiuí não é jogador de futebol só de olhar para o passe social do rapaz
Em pré-campanha, convém também avançar com algumas promessas eleitorais:
- Prometo (não me canso de repetir) correr com o Bento. A conversa do “Ferguson do Sporting” encanita-me. O tipo foi responsável pelas três maiores humilhações do Sporting nas últimas décadas. Refiro-me obviamente às derrotas com o Barça, às derrotas com o Bayern e só termos marcado 3 golos ao Benfica no jogo da 2ª volta do campeonato.
- Prometo retomar a venda de alcool nas bancadas do estádio. Se a malta dos camarotes se pode embezanar como se não houvesse amanhã, porque é que nós – pagantes – não podemos? Têm medo que invadamos os camarotes, não é?
- Prometo fazer tudo o que estiver ao meu alcance para reconduzir Luís Filipe Vieira no seu cargo, renovando logo de seguida com Rui Costa e Quique Flores. Seguem-se contratos vitalícios para o Nuno Gomes, Binya, Di Maria, Reyes, Urretavizcaya, Sidnei, Moretto e por aí fora.
- Prometo gastar o que for preciso para o Benfica manter o seu actual plantel, permitindo-lhes assim continuarem a disputar até às últimas jornadas a 3ª posição.
- Prometo retirar os stewards de campo e franquear o acesso ao relvado a todos os adeptos que queiram fazer justiça pelas suas próprias mãos quando a arbitragem assim o obrigar. Se já o fizeram na Luz, porque é que não havemos nós de fazer?
- Prometo vender o Edifício Visconde de Alvalade e distribuír a verba pelos sócios pagantes em forma de cheque-disco da FNAC.
E não há campanha sem um slogan. Por isso, desde já avanço com as seguintes palavras de ordem:
“Vota 7 Maldito. Por um Sporting à Sporting e um Benfica à Campomaiorense”
Como têm reparado, há mais de uma semana que me encontro afastado deste relvado. Aproveito para agradecer os milhares de sms’s, e-mails, telegramas cantados e meretrizes de leste que me têm feito chegar em sinal de apoio e incentivo.
É que, agora que se aproximam as eleições no meu Clube, também eu decidi entrar em período de reflexão. E depois de muito reflectir, é triste observar que os sportinguistas estão mais relutantes em candidatar-se à Presidência do que as freiras carmelitas em protagonizarem um filme do Sá Leão (a utilização do apelido do realizador neste contexto não é inocente, claro). Mais triste ainda é observar que, dado o actual cenário de miséria, até eu constituo uma alternativa mais credível do que aquelas que se perfilam.
Espero que se levante em torno da minha potencial candidatura uma vaga de fundo semelhante à que levou Pedro Quartin Graça à presidência do Partido da Terra. E aqueles que me apontam o dedo, acusando-me de não ter perfil para o cargo, eu contraponho com os seguintes factos:
- tal com o actual Presidente, eu gosto de whisky
- tal como o actual Presidente, não poderei dedicar mais de uma horinha/dia ao clube
- ao contrário do actual Presidente, gosto de futebol
- tal como o actual Presidente, não percebo nada de futebol
- ao contrário do actual Presidente corria com o Bento passado 21 minutos de tomar posse
- tal como o actual Presidente, não me importo nada de fazer umas negociatas obscuras envolvento amigalhaços e o clube
- ao contrário do actual presidente, eu percebo que o Tiuí não é jogador de futebol só de olhar para o passe social do rapaz
Em pré-campanha, convém também avançar com algumas promessas eleitorais:
- Prometo (não me canso de repetir) correr com o Bento. A conversa do “Ferguson do Sporting” encanita-me. O tipo foi responsável pelas três maiores humilhações do Sporting nas últimas décadas. Refiro-me obviamente às derrotas com o Barça, às derrotas com o Bayern e só termos marcado 3 golos ao Benfica no jogo da 2ª volta do campeonato.
- Prometo retomar a venda de alcool nas bancadas do estádio. Se a malta dos camarotes se pode embezanar como se não houvesse amanhã, porque é que nós – pagantes – não podemos? Têm medo que invadamos os camarotes, não é?
- Prometo fazer tudo o que estiver ao meu alcance para reconduzir Luís Filipe Vieira no seu cargo, renovando logo de seguida com Rui Costa e Quique Flores. Seguem-se contratos vitalícios para o Nuno Gomes, Binya, Di Maria, Reyes, Urretavizcaya, Sidnei, Moretto e por aí fora.
- Prometo gastar o que for preciso para o Benfica manter o seu actual plantel, permitindo-lhes assim continuarem a disputar até às últimas jornadas a 3ª posição.
- Prometo retirar os stewards de campo e franquear o acesso ao relvado a todos os adeptos que queiram fazer justiça pelas suas próprias mãos quando a arbitragem assim o obrigar. Se já o fizeram na Luz, porque é que não havemos nós de fazer?
- Prometo vender o Edifício Visconde de Alvalade e distribuír a verba pelos sócios pagantes em forma de cheque-disco da FNAC.
E não há campanha sem um slogan. Por isso, desde já avanço com as seguintes palavras de ordem:
“Vota 7 Maldito. Por um Sporting à Sporting e um Benfica à Campomaiorense”
terça-feira, 5 de maio de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Perdidos
Quando o jogo terminou na Choupana só me veio à cabeça a seguinte pergunta “O que se passou aqui?”. Após mais de uma mão cheia de segundos a pensar no assunto cheguei à conclusão que isto tem dedo do J.J. Abrams. Nesta altura do campeonato e depois do Sporting perder dois pontos com a Académica, jogar com o mesmo entusiasmo de um Representante do Governo Civil da Lotaria Nacional, só pode ser resultado dos poderes extra-naturais da “ilha”. Esgotadas todas as fórmulas matemáticas e procissões de fé, só me resta mesmo virar para estas questões da magia. Dizem os entendidos que esta é a arte de criar ilusões, mas isso nós já temos que chegue, por isso adiante. O truque é criar manobras de diversão e desviar a atenção do ponto principal. Permitam-me então que relembre Soares Franco “Não me candidato. Se calhar candidato. Não sei se candidato. Vou ali falar com uns apoiantes para ver se me candidato. Afinal, não me candidato. Por favor não me perguntem outra vez, se não ainda me candidato”.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Uma corrida à Benfica
Disputou-se ontem a Corrida do Benfica. A prova masculina foi ganha por um atleta queniano enquanto que a prova feminina foi ganha por uma atleta sportinguista (sim, "sportinguista" é uma nacionalidade), o que não deixa de ser revelador dos tempos que correm (trocadilho de segunda categoria).
Mas nem tudo correu bem (juro que é a última piadinha com "correr") nesta passeata encarnada. Alguns adeptos do clube organizador, ao lerem os cartazes que anunciavam a "Corrida do Benfica", pensaram que teriam aqui uma oportunidade única de, numa tarde apenas e a escassas horas de mais um decisivo jogo pela manutenção do 3º lugar, correr com o Quique Flores, correr com o Balboa e correr com o Aimar.
Um adepto levou a coisa tão à letra que chegou a acreditar ser possível correr com Luís Filipe Vieira, que participou apesar da conhecida condição de saúde que não lhe permite ver os jogos da sua equipa.
Para quem já se habituou a ver "Diabos de Gaia" a estrafegar fiscais de linha e pancadaria "de saloon" em Assembleias Gerais estas imagens não surpreendem. Para os outros, digamos que foi uma corrida..."à Benfica".
Mas nem tudo correu bem (juro que é a última piadinha com "correr") nesta passeata encarnada. Alguns adeptos do clube organizador, ao lerem os cartazes que anunciavam a "Corrida do Benfica", pensaram que teriam aqui uma oportunidade única de, numa tarde apenas e a escassas horas de mais um decisivo jogo pela manutenção do 3º lugar, correr com o Quique Flores, correr com o Balboa e correr com o Aimar.
Um adepto levou a coisa tão à letra que chegou a acreditar ser possível correr com Luís Filipe Vieira, que participou apesar da conhecida condição de saúde que não lhe permite ver os jogos da sua equipa.
Para quem já se habituou a ver "Diabos de Gaia" a estrafegar fiscais de linha e pancadaria "de saloon" em Assembleias Gerais estas imagens não surpreendem. Para os outros, digamos que foi uma corrida..."à Benfica".
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Almoço de Trabalho
Hoje almocei ao lado de “o Rui” e Minervino.
Já informei as chefias aqui do serviço que para comemorar vou tirar a tarde.
Já informei as chefias aqui do serviço que para comemorar vou tirar a tarde.
Se "O Rui" o diz...

Devo confessar que eu gosto de "O Rui".
"O Rui" tinha tudo para dar errado na vida. Nascido na Damaia e formado nas camadas jovens do SLB, foi por pouco que "O Rui" não acabou a piratear cacilheiros e navios de cruzeiro ao largo do Bugio. Mas "O Rui" fintou o destino e conseguiu ser profissional de futebol, construindo uma carreira mediana em clubes medianos (excepção feita a uma passagem fugaz pelo banco do Milan, esse Centro de Dia do futebol europeu).
Voltando à conversa, eu gosto mesmo de "O Rui". E não é pelos seus fatos de gosto duvidoso ou pelo seu penteado lambidinho. Gosto de "O Rui" porque ele contratou o Quique, o Balboa, o Carlos Martins e o Urreta. E gosto de "O Rui" porque não sabe mentir. Como se atesta nas declarações que fazem a capa d'O Jogo de hoje.
É verdade, Rui. Eles querem divertir-se à custa do Benfica. Eu pessoalmente divirto-me imenso.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Fé
Esta última jornada correu dentro da maior das normalidades. O Benfica ganhou por 4 e o Paulo Bento queixou-se da arbitragem. E quando o mister diz “não falei antes do jogo para não condicionar, mas agora não me vão calar”, não está ele a condicionar as jornadas que ainda faltam? A questão é que, enquanto Paulo Bento estiver a cumprir castigo, vai estar no lugar dele um técnico capaz de articular 3 palavras seguidas para dentro do campo. Os jogadores encarnados até já se reuniram no balneário, já conversaram e já deram a conhecer que ainda acreditam. Sem dúvida, uma questão de fé! Mas será a fé suficiente, contra todas as adversidades? Já não bastava Suazo e Luisão lesionados, agora ainda vamos ter também o Paulo Bento castigado. E basta reparar no relatório do Bruno Paixão que nada menciona sobre as reacções do mister após a expulsão. E porquê?
a) Só ouviu elogios
b) Estava contra o vento
c) Não percebeu nada do que ele disse
Contra um campeonato assim, só nos resta mesmo ter fé.
a) Só ouviu elogios
b) Estava contra o vento
c) Não percebeu nada do que ele disse
Contra um campeonato assim, só nos resta mesmo ter fé.
terça-feira, 21 de abril de 2009
Estabilidades
Já se preparam as próximas épocas em nome da estabilidade e dos projectos. É o que dizem os dirigentes do Benfica e é também o que dizem os futuros ex-dirigentes do Sporting. Antes de ir embora, Soares Franco fez questão de assinar um protocolo com o Santos FC de Angola, outro com o Cercle Brugges da Bélgica e ainda rescindir o contrato com a cerveja Sagres para depois assinar com a Super Bock. Até às eleições, prevê-se ainda que o presidente mude as televisões e os telefones de Alcochete para a AR Telecom e faça uma parceria de 3 épocas com a 5 à Sec.
Grandes notícias
Hoje é dia de muitas e fartas notícias no mundo do futebol e quase todos os adeptos têm razões para rejubilar. Ora vejamos:
Grandes notícias para o Sporting: João Moutinho renovou contrato com o clube até 2014.
Grandes notícias para o Benfica: Sepsi e Makukula estão de regresso ao clube.
Grandes notícias para Sporting de Braga e Nacional: Nuno Gomes vai assinar por mais dois anos com o Benfica.
Grandes notícias para o Sporting: João Moutinho renovou contrato com o clube até 2014.
Grandes notícias para o Benfica: Sepsi e Makukula estão de regresso ao clube.
Grandes notícias para Sporting de Braga e Nacional: Nuno Gomes vai assinar por mais dois anos com o Benfica.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Está tudo Tratado
Hoje é um grande dia para o meu Sporting Clube de Portugal. Não por se realizar uma Assembleia Geral acerca da qual Dias da Cunha e Soares Franco trataram de nos explicar que é decisiva por causa de isto e daquilo e também de umas contas e do passivo, e "oh Dr, olhe que foi você", "não foi nada foi o Meirelles", "Foi você", "Não fui nada, leia a acta", "já li, foi você", "quem diz é quem é", "rebenta a bolha" e por aí fora.
Hoje é um grande dia para o meu clube pois assinámos um protocolo com esse colosso do futebol mundial chamado Cercle Brugges. Um protocolo tão importante que devia antes ser chamado Tratado. Mal soube, corri a comemorar no Marquês, onde encontrei dois belgas embriagados tão eufóricos como eu, e um sem-abrigo a tentar fazer a carteira aos belgas. "Deve estar tudo na Praça do Município", pensei.
Voltei a casa e li com mais atenção os pormenores do texto, provavelmente o mais importante assinado neste país desde que D. João II assinou puxou da sua Bic Cristal para assinar um papel na vila castelhana de Tordesilhas. Reza assim: "ao abrigo desta parceria, a equipa belga irá realizar o seu estágio de pré-época na Academia de Alcochete, em Julho". Ora se era para isto, não precisavam de lhe ter chamado Protocolo. Time-sharing bastava.
Mas havia mais: "A intenção, é a colocação de jogadores do Sporting no Brugge para trocar experiências e 'know-how' no domínio técnico e noutros aspectos do futebol".
Colocar jogadores do Sporting na Bélgica para trocar experiências no domínio técnico? Vão-me desculpar, mas o campeonato belga não é aquele que só passa no Eurosport a horas de TV Shop, e em que hordas de cepos sobre-alimentados se arrastam em lodaçais à mistura com sapos, garças e outras criaturas das regiões pantanosas? Enfim...
Depois vem a parte mais interessante do acordo e que refere en passant "outros aspectos do futebol". Aqui a coisa começa a fazer sentido: sendo a Bélgica um país conhecido acima de tudo pelas suas cervejas e seus chocolates, adivinho o empréstimo já na próxima época de Grimi e Miguel Veloso ao Cercle Brugges. À experiência. Grimi experimentará cervejas e Veloso experimentará chocolates. Está tudo Tratado.
Hoje é um grande dia para o meu clube pois assinámos um protocolo com esse colosso do futebol mundial chamado Cercle Brugges. Um protocolo tão importante que devia antes ser chamado Tratado. Mal soube, corri a comemorar no Marquês, onde encontrei dois belgas embriagados tão eufóricos como eu, e um sem-abrigo a tentar fazer a carteira aos belgas. "Deve estar tudo na Praça do Município", pensei.
Voltei a casa e li com mais atenção os pormenores do texto, provavelmente o mais importante assinado neste país desde que D. João II assinou puxou da sua Bic Cristal para assinar um papel na vila castelhana de Tordesilhas. Reza assim: "ao abrigo desta parceria, a equipa belga irá realizar o seu estágio de pré-época na Academia de Alcochete, em Julho". Ora se era para isto, não precisavam de lhe ter chamado Protocolo. Time-sharing bastava.
Mas havia mais: "A intenção, é a colocação de jogadores do Sporting no Brugge para trocar experiências e 'know-how' no domínio técnico e noutros aspectos do futebol".
Colocar jogadores do Sporting na Bélgica para trocar experiências no domínio técnico? Vão-me desculpar, mas o campeonato belga não é aquele que só passa no Eurosport a horas de TV Shop, e em que hordas de cepos sobre-alimentados se arrastam em lodaçais à mistura com sapos, garças e outras criaturas das regiões pantanosas? Enfim...
Depois vem a parte mais interessante do acordo e que refere en passant "outros aspectos do futebol". Aqui a coisa começa a fazer sentido: sendo a Bélgica um país conhecido acima de tudo pelas suas cervejas e seus chocolates, adivinho o empréstimo já na próxima época de Grimi e Miguel Veloso ao Cercle Brugges. À experiência. Grimi experimentará cervejas e Veloso experimentará chocolates. Está tudo Tratado.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Palavra de Honra
Quando Sua Excelência o Presidente da República anuncia uma Conferência de Imprensa para falar do estado da nação ouve-se logo um “Querida, vê lá o que está a dar no Odisseia”. Quando o Primeiro Ministro faz uma declaração ao país para falar da crise é uma chatice porque assim o “Quem quer ser milionário” começa a dar mais tarde, mas quando Luís Filipe Vieira anuncia que vai falar à nação benfiquista, pára tudo. Os mais desatentos pensaram que vinha aí o anúncio da desgraça: chicotadas, abandonos, mudanças de rumo, etc. Nada disso. Há duas semanas atrás Quique desafiou LFV afirmando que iria ficar à sua frente na 4ª Corrida do Sport Lisboa e Benfica e ontem o presidente mostrou que é um homem honrado. Daqui ninguém sai porque duelos são coisa de homem e são para cumprir.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Pañuelos Blancos
Na Páscoa ocorre aquilo a que podemos chamar um fenómeno Bíblico (aaahhh!). Não me refiro à celebração da ressurreição de Jesus Cristo, mas antes ao êxodo massivo dos lisboetas, que rumam aos areais algarvios e “à terra” quais hebreus a caminho de Israel.
Com este parágrafo ridículo e estas infames comparações procurei apenas atraír a ira do Cardeal Patriarca e, com sorte, alguma atenção mediática para esta casa. Voltemos ao post.
Apanhando-se com a cidade deserta, os espanhois entram por aqui dentro aos magotes numa nova reconquista, saqueando o que os lusos deixaram para trás e recordando com saudade o tempo dos Filipes (tinha um bom pés esquerdo o Filipe, pena que a lesão no joelho lhe tenha dado cabo da carreira). Comem-nos a comida, bebem-nos o vinho e ainda nos tentam fazer as mulheres. Lamentavelmente, as portuguesas de hoje já não têm a fibra nem o bigode da Padeira de Aljubarrota e foi com tristeza que assisti a muitas compatriotas a entregarem-se ao invasor sem oferecer qualquer tipo de resistência. Enfim…
Durante estes dias, os espanhois tomam conta da cidade e andam por aí à grande e à francesa (hã?). É tudo deles. Enchem os museus, berram nos restaurantes, pedem para tocar castanholas nas casas de fado, compram pasteles de Belém (cá está mais uma referência Bíblica), atoalhados com galos de Barcelos, garrafas miniatura de Porto, vão para o Corte Inglés (ainda estou para perceber este fenómeno) e fazem peregrinações à Praça de Espanha.
No Domingo termina o festim e as hispânicas hordas embarcam massivamente nos seus autopullmans, nos seus Seats e nas suas Vuelings e voltam todos para lá, de onde não vem nem bom vento nem bom casamento. Voltam todos menos um, de apelido Flores e alcunha “Torero”, que teima em deixar-se ficar.
É que a rapaziada que vai às touradas da Luz ainda não percebeu que na terra dele, mostrar lenços brancos no final da lide é um sinal de aprovação, de aclamação e de triunfo.
Ao torero Quique faz confusão que os sócios aplaudam uma derrota em casa contra uma tuna académica. Mas enquanto lhe mostrarem lenços brancos ele vai ficando. E se continuarem, um dia destes ainda se galvaniza e corta uma orelha ao Vieira, que as tem bem a jeito.
Eu cá estarei para aplaudir e gritar: Olé!
Com este parágrafo ridículo e estas infames comparações procurei apenas atraír a ira do Cardeal Patriarca e, com sorte, alguma atenção mediática para esta casa. Voltemos ao post.
Apanhando-se com a cidade deserta, os espanhois entram por aqui dentro aos magotes numa nova reconquista, saqueando o que os lusos deixaram para trás e recordando com saudade o tempo dos Filipes (tinha um bom pés esquerdo o Filipe, pena que a lesão no joelho lhe tenha dado cabo da carreira). Comem-nos a comida, bebem-nos o vinho e ainda nos tentam fazer as mulheres. Lamentavelmente, as portuguesas de hoje já não têm a fibra nem o bigode da Padeira de Aljubarrota e foi com tristeza que assisti a muitas compatriotas a entregarem-se ao invasor sem oferecer qualquer tipo de resistência. Enfim…
Durante estes dias, os espanhois tomam conta da cidade e andam por aí à grande e à francesa (hã?). É tudo deles. Enchem os museus, berram nos restaurantes, pedem para tocar castanholas nas casas de fado, compram pasteles de Belém (cá está mais uma referência Bíblica), atoalhados com galos de Barcelos, garrafas miniatura de Porto, vão para o Corte Inglés (ainda estou para perceber este fenómeno) e fazem peregrinações à Praça de Espanha.
No Domingo termina o festim e as hispânicas hordas embarcam massivamente nos seus autopullmans, nos seus Seats e nas suas Vuelings e voltam todos para lá, de onde não vem nem bom vento nem bom casamento. Voltam todos menos um, de apelido Flores e alcunha “Torero”, que teima em deixar-se ficar.
É que a rapaziada que vai às touradas da Luz ainda não percebeu que na terra dele, mostrar lenços brancos no final da lide é um sinal de aprovação, de aclamação e de triunfo.
Ao torero Quique faz confusão que os sócios aplaudam uma derrota em casa contra uma tuna académica. Mas enquanto lhe mostrarem lenços brancos ele vai ficando. E se continuarem, um dia destes ainda se galvaniza e corta uma orelha ao Vieira, que as tem bem a jeito.
Eu cá estarei para aplaudir e gritar: Olé!
O que valeu foi o cabrito
Ontem, felizmente, havia um cabrito para eu descarregar toda a minha ira. Atirei-me a ele de garfo e faca e trinchei o bicho com um sorriso nos lábios, parecia eu que estava a esquartejar um lea… a coisa só azedou quando a minha Maria foi buscar à adega um tinto, daqueles com o Eusébio no rótulo. Aquilo deu-me uma certa azia, mas após as primeiras 5 garrafas, passou. Por fim, um folar da Páscoa e um cálice de abafado para acamar. Que maravilha! Levantei-me e fui para o sofá fazer a digestão. Zapping para lá e para cá até ao debate televisivo onde Soares Franco e Dias da Cunha discutiam o futuro do Sporting e esgrimiam argumentos. Para quem não viu, aqui fica o essencial:
(…)
- Foi!
- Não foi, doutor!
- Foi!
- Não foi, doutor!
- Foi!
- Não foi, doutor!
Mudei de canal para ver um truque de magia do Luís de Matos e depois voltei.
- É, doutor!
- Não é!
- É, doutor!
- Não é!
- É, doutor!
- Não é!
Mais um truque de cartas e…
- Nunca mostrou!
- Mostrei!
- Nunca mostrou!
- Mostrei!
- Nunca mostrou!
- Mostrei!
Mais descansado por saber que pelo menos o Sporting já encontrou o seu rumo, fui dormir.
(…)
- Foi!
- Não foi, doutor!
- Foi!
- Não foi, doutor!
- Foi!
- Não foi, doutor!
Mudei de canal para ver um truque de magia do Luís de Matos e depois voltei.
- É, doutor!
- Não é!
- É, doutor!
- Não é!
- É, doutor!
- Não é!
Mais um truque de cartas e…
- Nunca mostrou!
- Mostrei!
- Nunca mostrou!
- Mostrei!
- Nunca mostrou!
- Mostrei!
Mais descansado por saber que pelo menos o Sporting já encontrou o seu rumo, fui dormir.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Senhora Dona Alexandra
Senhora dona Alexandra Lencastre, por favor não convide, de maneira alguma, sob nenhuma pressão editorial ou promessa de férias no Brasil, o mister Paulo Bento para o seu programa da TVI24. Eu sei que o risco disto vir a acontecer é muito reduzido. É mais fácil ter uma conversa interessante com um panda que com Paulo Bento, mas de qualquer maneira nunca é demais lembrar, pois temo seriamente as possíveis consequências. Como todos sabemos Quique Flores trouxe muito ao futebol do Benfica. Trouxe por exemplo, alguma eloquência ao discurso benfiquista. Pois acontece que após a ida ao seu programa, o mister passou para um discurso mais obscuro como foi aquela história do terceiro lugar, o que até se compreende em função de todos aqueles abraços com uma mão para aqui e outra para ali. Ora, qualquer benfiquista sabe que vamos ser campeões este ano. Estou mesmo convencido que qualquer adepto de qualquer outro clube também o sabe. Não só porque temos a melhor equipa, como também porque temos o autocarro mais bonito, as cadeiras da bancada mais confortáveis e a relva mais bem aparada de toda a Liga. E digo isto com total imparcialidade. Não vale a pena misturar bola com fanatismos, clubismos ou sobrepor a razão ao coração. Há que ver as coisas com o distanciamento necessário para se chagar a conclusões. Faltam 7 jornadas para fim do campeonato e a verdade é que, como qualquer benfiquista sabe, nós vamos à frente com 5 pontos de atraso. Agora imagine se este efeito contrário atinge Paulo Bento. Ainda vamos acabar por ouvi-lo a expor ideias. E isso, como todos sabemos, seria uma grande perda para o nosso futebol.
terça-feira, 7 de abril de 2009
O Rei do Gado
Entre várias funções da maior relevância, como por exemplo trazerem-me cafés, registarem-me o Euromilhões, massajarem-me os pés com óleo de amêndoas doces, servirem-me vinho em taças de prata e transportarem-me pela cidade numa liteira, as minhas assessoras estão incumbidas de monitorizar a imprensa nacional e estrangeira em busca quer de referências ao Impróprio (somos grandes na Suazilândia, caso não saibam), quer de notícias para eu aqui plagiar descaradamente.
Não passou ainda nem meia horinha desde que a menina Célia entrou aqui pela minha sala de 230m2 e vista para o rio, brandindo na mão um recorte de um site italiano (como é que se recorta um site, perguntam vocês muito bem?), em que o presidente da Lazio de Roma, de sua graça Cláudio Lotito (nome de mau defesa direito argentino) grita a plenos pulmões apesar da sua conhecida asma: “As transferências são como um mercado de gado”.
Caro Presidente Lotito, fique sabendo que aqui O 7 Maldito não podia estar mais de acordo consigo. Aliás, há anos que elocubro (google/elocubro/enter/ahhh...é isso!) sobre este tema sem nunca o ter resumido de forma tão sintética e perfeita como Lotito o fez. Tenho cá para mim que o transalpino – relembremos Rui Tovar – terá visto a fastidiosa tarde de futebol lusitano de Domingo para dizer o que disse.
É um facto que o nosso mercado de transferências não diverge muito de uma Ovibeja ou de uma Feira de Santarém, onde se transaccionam os passes do melhor gado nacional.
“Ah, mas mandar a boca para o ar é muito bonito”, dizem vocês, querendo que eu consubstancie em factos tão polémicas afirmações.
Vamos a isso: o lateral sportinguista Ronny é ou não é um carneiro? E o Rochemback, é ou não é um maravilhoso e bem nutrido boi? Pois…
Mas não podia terminar sem deixar aqui uma palavra amiga a Rui Costa – “O Rui”, que numa só época consegue juntar no curral do Seixal um jumento como o Balboa, um touro perneta como o Suazo e um porco traidor como o Carlos Martins. Um verdadeiro Rei do Gado, diria a menina Célia.
Não passou ainda nem meia horinha desde que a menina Célia entrou aqui pela minha sala de 230m2 e vista para o rio, brandindo na mão um recorte de um site italiano (como é que se recorta um site, perguntam vocês muito bem?), em que o presidente da Lazio de Roma, de sua graça Cláudio Lotito (nome de mau defesa direito argentino) grita a plenos pulmões apesar da sua conhecida asma: “As transferências são como um mercado de gado”.
Caro Presidente Lotito, fique sabendo que aqui O 7 Maldito não podia estar mais de acordo consigo. Aliás, há anos que elocubro (google/elocubro/enter/ahhh...é isso!) sobre este tema sem nunca o ter resumido de forma tão sintética e perfeita como Lotito o fez. Tenho cá para mim que o transalpino – relembremos Rui Tovar – terá visto a fastidiosa tarde de futebol lusitano de Domingo para dizer o que disse.
É um facto que o nosso mercado de transferências não diverge muito de uma Ovibeja ou de uma Feira de Santarém, onde se transaccionam os passes do melhor gado nacional.
“Ah, mas mandar a boca para o ar é muito bonito”, dizem vocês, querendo que eu consubstancie em factos tão polémicas afirmações.
Vamos a isso: o lateral sportinguista Ronny é ou não é um carneiro? E o Rochemback, é ou não é um maravilhoso e bem nutrido boi? Pois…
Mas não podia terminar sem deixar aqui uma palavra amiga a Rui Costa – “O Rui”, que numa só época consegue juntar no curral do Seixal um jumento como o Balboa, um touro perneta como o Suazo e um porco traidor como o Carlos Martins. Um verdadeiro Rei do Gado, diria a menina Célia.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Tomada de Posse
Na minha primeira subida ao relvado do Impróprio quero dirigir uma palavra tanto aos benfiquistas (playmakers do comentário, adeptos que muito prezo e estimo, que muito admiro e louvo, que aplaudo e elogio, que exalto e enalteço pelas suas nobres características humanas e afins) como para “os outros”. Essa palavra é: muito obrigado.
Muito obrigado aos nobres benfiquistas por proliferarem por este mundo fora a mística do bigode. Estou certo que o único motivo verdadeiramente objectivo pelo qual nos mantemos afastados da liderança da Liga Sagres se deve ao facto de Quique não apresentar qualquer espécime de pêlo debaixo do nariz;
Muito obrigado aos “outros”, por em 1906 terem criado um clube com um equipamento às riscas - já muito ridículo para aquela altura - para nós nos divertirmos à grande. Não seria honesto da nossa parte passar os domingos à noite a rir às custas do Clube Recreativo Amigos do Chinquilho de Alvalade, até porque eles merecem todo o nosso respeito;
Muito obrigado aos benfiquistas por terem conseguido desviar Eusébio da Silva Ferreira. Os “outros”, só para se vingarem escolheram desviar o filho do Capitão Veloso em vez do filho do Senhor Nené, mas que a julgar pelos penteados é muito mais homem;
Muito obrigado aos “outros” por terem incluído no contrato do mister Paulo Bento a obrigação de ele continuar a falar castelhano;
Muito obrigado aos excelentíssimos benfiquistas por não serem dos “outros”. Se assim fosse toda a gente se tratava por você e só dava um beijinho.
Muito obrigado a todos. São estas pequenas coisas que fazem do grandioso Benfica, um clube grandioso e dos “outros” uns sérios concorrentes do programa televisivo do Pedro Miguel Ramos e da “outra”.
Saudações benfiquistas,
O 39º Presidente.
(Os mais atentos já devem ter reparado que ainda vamos no 34º presidente, mas eu também não tenho pressa).
Muito obrigado aos nobres benfiquistas por proliferarem por este mundo fora a mística do bigode. Estou certo que o único motivo verdadeiramente objectivo pelo qual nos mantemos afastados da liderança da Liga Sagres se deve ao facto de Quique não apresentar qualquer espécime de pêlo debaixo do nariz;
Muito obrigado aos “outros”, por em 1906 terem criado um clube com um equipamento às riscas - já muito ridículo para aquela altura - para nós nos divertirmos à grande. Não seria honesto da nossa parte passar os domingos à noite a rir às custas do Clube Recreativo Amigos do Chinquilho de Alvalade, até porque eles merecem todo o nosso respeito;
Muito obrigado aos benfiquistas por terem conseguido desviar Eusébio da Silva Ferreira. Os “outros”, só para se vingarem escolheram desviar o filho do Capitão Veloso em vez do filho do Senhor Nené, mas que a julgar pelos penteados é muito mais homem;
Muito obrigado aos “outros” por terem incluído no contrato do mister Paulo Bento a obrigação de ele continuar a falar castelhano;
Muito obrigado aos excelentíssimos benfiquistas por não serem dos “outros”. Se assim fosse toda a gente se tratava por você e só dava um beijinho.
Muito obrigado a todos. São estas pequenas coisas que fazem do grandioso Benfica, um clube grandioso e dos “outros” uns sérios concorrentes do programa televisivo do Pedro Miguel Ramos e da “outra”.
Saudações benfiquistas,
O 39º Presidente.
(Os mais atentos já devem ter reparado que ainda vamos no 34º presidente, mas eu também não tenho pressa).
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Habemus lamp!
Foi ao início desta tarde que os milhares de sócios e simpatizantes que desde há dias acampam frente à sede do Impróprio para Cardíacos viram saír fumo vermelho da chaminé da nossa sede. O cheiro a coirato esturricado e o fumo vermelho derivado ao excesso de massa de pimentão não deixaram margem para dúvidas: Habemus Lamp!
Foi um processo longo, moroso e - há que dizê-lo - amoroso, pois meteu muita negociação em casas de alterne. O fim da terceira garrafa de uísque importado culminou com a contratação de uma jovem esperança encarnada capaz de fazer esquecer o Homem da Luz e dar muitas alegrias aos nossos apaniguados.
Poderíamos ao abrigo da Lei Webster ter tentado a contratação de vedetas ao serviço de outros blogues. Mas o Impróprio é conhecido em todo o mundo e até na Arrentela como sendo uma das melhores escolas de formação de bloggers da Europa e queríamos alguém que vestisse esta camisola a tempo inteiro. Por isso, optámos por ir à cantera e promover ao plantel principal um jovem com pouca experiência, mas cujo talento não tem passado despercebido aos mais atentos.
Enquanto o seu certificado internacional não chegar, não poderemos revelar o nome. Além de que ainda tenho bem fresco na memória o desvio de Eusébio na chegada à Portela, e eu não me posso arriscar a que está pérola vá parar ao blogue do Pacheco Pereira. Mas descansem os mais ansiosos, pois o atleta já se encontra neste momento a fazer treino específico e conta apresentar-se aos sócios e imprensa nos próximos dias.
A todos aqueles que se prontificaram a colmatar a vaga deixada em aberto, aos olheiros que me indicaram potenciais reforços e a quem se ofereceu para ser o "Mário Wilson" do Impróprio (ocupando o lugar até aterrar em Tires o novo mister), o nosso muito obrigado.
O Impróprio para Cardíacos segue dentro de momentos.
Nota: Não, não é mentira de 1º de Abril.
Foi um processo longo, moroso e - há que dizê-lo - amoroso, pois meteu muita negociação em casas de alterne. O fim da terceira garrafa de uísque importado culminou com a contratação de uma jovem esperança encarnada capaz de fazer esquecer o Homem da Luz e dar muitas alegrias aos nossos apaniguados.
Poderíamos ao abrigo da Lei Webster ter tentado a contratação de vedetas ao serviço de outros blogues. Mas o Impróprio é conhecido em todo o mundo e até na Arrentela como sendo uma das melhores escolas de formação de bloggers da Europa e queríamos alguém que vestisse esta camisola a tempo inteiro. Por isso, optámos por ir à cantera e promover ao plantel principal um jovem com pouca experiência, mas cujo talento não tem passado despercebido aos mais atentos.
Enquanto o seu certificado internacional não chegar, não poderemos revelar o nome. Além de que ainda tenho bem fresco na memória o desvio de Eusébio na chegada à Portela, e eu não me posso arriscar a que está pérola vá parar ao blogue do Pacheco Pereira. Mas descansem os mais ansiosos, pois o atleta já se encontra neste momento a fazer treino específico e conta apresentar-se aos sócios e imprensa nos próximos dias.
A todos aqueles que se prontificaram a colmatar a vaga deixada em aberto, aos olheiros que me indicaram potenciais reforços e a quem se ofereceu para ser o "Mário Wilson" do Impróprio (ocupando o lugar até aterrar em Tires o novo mister), o nosso muito obrigado.
O Impróprio para Cardíacos segue dentro de momentos.
Nota: Não, não é mentira de 1º de Abril.
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