sexta-feira, 26 de junho de 2009

Aquele querido mês de Agosto

Mês das férias dos nossos emigrantes, das festas nas terrinhas, das farturas e dos concertos nos coretos da aldeia. Mês da venda de camisolas e Kits Sócio do Benfica, de calendários com a imagem de Nossa Senhora de Fátima e cartões MultiOpticas com a cara do Eusébio. É o mês do povo. E porque é preciso esquecer a crise, antecipa-se Agosto e enche-se os jornais com alegrias para todos. Agora fala-se de Saviola, Falcao, Marcel, Freddy Adu e Fábio Coentrão. A verdade é que o povo anda mais feliz e por isso, espero que Jorge Jesus não os desiluda com as suas promessas. Quando ele diz “acredito que comigo o Benfica pode ser campeão já na primeira época” é claro que todos percebemos que o mister está a ser modesto. Agora, quando ele diz que “vou valorizar os jogadores”, resta-me desejar-lhe a maior sorte do mundo. Se for por Marcel, tem trabalho para a época toda.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Livro do candidato Bruno Carvalho com prefácio de Petit

Ou como fazer um dos posts mais cómicos deste blogue sem escrever uma linha.

O drama social de Bettencourt

Um dos sinais visíveis da crise económica que vivemos actualmente é o facto desta começar a atingir de forma nunca antes vista a classe média. Pela primeira vez, as instituições de apoio social começam a receber pedidos de ajuda por parte de cidadãos que até ao momento vinham passando pelas crises de forma relativamente incólume. Cidadãos que aparentam levar uma vida perfeitamente normal, mas a quem começam a faltar recursos para pagar as prestações da casa, do carro, do LCD, da viagem a Cancun, da PS3 dos meninos e da Bimby da patroa. É a chamada pobreza envergonhada.
O caso mais recente chega-nos do Edifício Visconde de Alvalade. Numa tocante entrevista dada ao Jornal do Sporting, o Presidente José Eduardo Bettencourt abre a sua vida e o seu coração e dá-nos conta do drama pessoal que está a passar. Segundo ele, vai ganhar menos no Sporting do que o defesa-lateral Abel. Impressionante, tendo em conta que Abel não ganha mais de 340€/mês (brutos). Se porventura ganha mais, não merece.
Sabendo o Impróprio que Bettencourt é casado e tem cinco filhos a seu cargo, deixamos-lhe aqui um link ao qual mais tarde ou mais cedo terá que recorrer para poder governar a sua vida:

Clique aqui, senhor Presidente. E não tem nada que agradecer: os amigos são para os bons e maus momentos.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Tempo de balanço

Uma providência cautelar apresentada por Adolfo Pereira, um processo disciplinar sugerido por Bruno Carvalho a Luís Filipe Vieira e uma queixa crime de José Eduardo Moniz ao jornal A Bola. Coragem rapazes. Ainda têm mais 10 dias para trabalhar.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Macaquinhos de imitação

Há mais de 100 anos atrás, quando decidimos jogar futebol (ludopédio, na altura), eles desinvestiram do ciclismo e começaram também a jogar à bola.
Quando decidimos cotarmo-nos em bolsa, eles hesitaram mas depois lá o fizeram, mesmo que hoje ainda não percebam muito bem o que isso é.
Quando ainda antes do Euro 2004 nos lançámos a construír um novo estádio, logo eles vieram atrás e fizeram o mesmo.
E agora, duas semanas depois de elegermos o nosso José Eduardo, os tipos também querem um José Eduardo só para eles.
Gentinha mais invejosa, não podem ver nada aos outros...

terça-feira, 16 de junho de 2009

As maiores eleições do mundo

Este é um ano de eleições para o nosso país. Depois dos dois primeiros actos eleitorais de menor importância, tendo em conta a quantidade de pessoas que se deslocaram às urnas, seguem-se os escrutínios verdadeiramente relevantes para os portugueses. Agora é que vamos ver lavar roupa suja na tv, agressões físicas para vermelho directo e promessas descabidas. Já em relação às eleições do Benfica, o maior clube do mundo também procura as maiores eleições do mundo. E começa bem. Bruno Carvalho decidiu fretar à TAP um Airbus A319 atribuindo-lhe o nome simbólico de “Eagle One”, para apresentar a sua candidatura num voo entre Lisboa e o Porto. Espero bem que esta conferência de imprensa algures pelos céus da Mealhada, apresente o candidato sentado em sofás com pele de vaca rodeado de brasileiras e a beber espumante Raposeira. Bruno, tu por favor, não desiludas os benfiquistas.

Togolês desde pequenino

Sendo Impróprio o meu clube, faltava-me representar as cores de uma selecção. Como um guineense de 29 anos que é seleccionado para os sub-17 de Portugal e desiludido com a prestação da equipa de Queirós (chamar-lhe selecção é um exagero), também eu aceitei o réptil que me foi lançado pela Federação Togolesa de Futebol.
A partir desta data passo também a vestir a camisola desse verdadeiro dream team que é o Um por Togos e Togos por Um, explanando o meu futebol ao lado de craques de nomeada como o Homem da Luz (fundador do Impróprio), Insurrecto (O Zé Bitaite), Bulhão Pato (Mãos ao Ar), Diego Armés (BnRB), Galaad e JNF (Eterno Benfica). Tudo malta da mesma criação, que cresceu nas ruas de Niamtougou com uma AK47 nas mãos e uma bola de trapos nos pés.
Fica desde já o convite a todos vós que são togoleses desde pequeninos para lá darem um saltinho.

http://um-por-togos-e-togos-por-um.blogspot.com/

segunda-feira, 15 de junho de 2009

É o que dizem

Mais tarde ou mais cedo, o dia de apresentar a namorada aos pais acaba por chegar, sempre rodeado de muito nervosismo e entusiasmo. O pai espera por uma moça de fazer parar o trânsito para poder dizer lá no serviço “aquele rapaz é mesmo parecido comigo...”. Já a mãe reza todas as noites para que lhe saia uma nora prendada que saiba engomar os colarinhos do filho.
No ano passado, o filho da casa, “o Rui” para os amigos, apresentou a miúda mais gira da escola. Bastou ela chegar lá ao bairro para ouvirmos logo “que classe... que elegância... que olhos bem pintados”, mas a verdade é que no bordado semanal dos 3 pontos, a menina bonita acabou por ter negativa repetidas vezes. Este ano, ainda ninguém sabe muito bem, mas dizem as vizinhas que “o Rui” já tem debaixo do olho a rapariga mais esperta da turma. Dizem que é uma estudiosa, uma marrona, uma verdadeira artista. De tal maneira que ela própria se auto-intitula a “Paula Rego do futebol”. Isto é o que dizem...

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Sã camaradagem

Imagine que é jogador de futebol. No plantel (vulgo "grupo de trabalho") há pelo menos um ou dois colegas para a sua posição. Mais outros dois que se podem adaptar ao lugar. A concorrência é grande, portanto.
Quando questionados porque não estão a jogar, os jogadores respondem educadamente que "o colega está a cumprir bem" e que a eles resta "continuar a trabalhar para merecer a confiança do mister" e "aguardar pela oportunidade que há-de chegar".
Até hoje, a solução passava por provar nos treinos que se merece a titularidade, com muito trabalho, preserverança e suor.
A partir de hoje a coisa fia mais fino.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O boicote eleitoral

É já daqui a escassas horas que abrem as urnas para as eleições mais importantes deste fim-de-semana. Com efeito (e junto ao segundo poste), o país em geral e a Europa em particular estão em suspenso para saber quem será o próximo Presidente do Sporting Clube de Portugal.
Tenho sofrido inúmeras pressões nos últimos dias no sentido de revelar o candidato da minha eleição. Sei que a minha condição de líder de opinião a isso obriga, e que unidades e unidades de sócios aguardam a minha decisão para votarem no candidato oposto.
Analisemos então as diferentes candidaturas para melhor perceberem as razões que me assistem (e já se sabe como uma boa assistência é meio golo).
De um lado temos José Eduardo Bettencourt, naquela que é considerada a "lista da continuidade". Eu discordo com esta denominação, porque por muito que JEB e sua eventual direcção se esforcem será difícil, senão mesmo impossível, continuar a fazer um trabalho tão mau como Soares Franco vinha fazendo. Mantendo uma política económica e desportiva de cariz marcadamente racional, JEB propõe-se a tornar as jornadas de futebol em Alvalade ligeiramente mais emocionantes que um pedido de consulta de movimentos num balcão do BES (a menos que se trate do balcão de Campolide, que está para as sucursais do banco como os habituais aviamentos ao Benfica estão para os jogos em Alvalade). Este é o ponto positivo. O ponto negativo é o fatídico slogan "Paulo Bento forever". Com todo o respeito que me merece o mister, já ficou mais que provado que na hora da verdade, quando é preciso realmente jogar futebol, Bento claudica. E isso aconteceu-nos com apenas três clubes esta época: FCPorto, Barcelona e Bayern, com os resultados que se conhecem. "Paulo Bento never", digo eu.
Conclusão: Bettencourt não conta aqui com o voto do 7, nem da sua vasta legião de um seguidor.
Do outro lado temos Paulo Pereira Cristóvão. Qual Pipi Romagnoli, PPC começou bem, impressionando com a sua linha de discurso mais populista, explorando bem as debilidades da Direcção e lista oponente. Mas passadas as primeiras impressões, as fragilidades do seu discurso e a inconsistência das suas propostas foram postas a nú. Em desespero de causa, PPC anuncia atabalhoadamente a contratação de Erikson como seu treinador. O que era bom pois significaria que Bento saía. Mas era mau pois significaria que Erikson entrava: é sabido que o sueco é benfiquista e está acabado para o futebol (sinónimos), sendo hoje recordado no nosso país apenas e só pelo panamá da Macieira que envergava. Um belíssimo panamá, diga-se em abono da verdade.
Portanto, Cristóvão não será eleito à custa do meu voto.
Assim sendo, em quem votar?
Em sinal de protesto perante tão fracas candidaturas, não me absterei. Tão-pouco votarei em branco. Vou boicotar. Boicotarei tal como o fizeram nas autárquicas de 97 as boas gentes de Linhares da Beira, que assim exigiram que os monumentos da localidade pertencessem à autarquia e não à Junta de Freguesia. Um drama comovente e empolgante do qual todos nós ainda nos recordamos.
A partir das 9h30 fiquem atentos às televisões. Quando virem um indivíduo a entornar urnas ou a acorrentar-se à Maria José Valério, já sabem quem é.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Profissionalismo

Seja na medicina seja na apanha da azeitona, há uma coisa que merece todo o respeito: chama-se profissionalismo. Tanto me deixo impressionar por uma cirurgia videolaparoscópica como por um varejo de oliveira em condições. E apesar de estarem cada vez mais em vias de extinção, fico contente por saber que ainda restam alguns espécimes no nosso futebol. Pelo menos foi assim que Dias Ferreira se referiu aos autores do incidente das escadas, e verdade seja dita, se a intenção era dissuadi-lo da candidatura, o objectivo foi conseguido. Esta demonstração de profissionalismo foi tal que sensibilizou o candidato Bettencourt e o levou a agendar de imediato um encontro casual para discutir o futuro com o capitão Sá Pinto. Outro exemplo de profissionalismo no pugilato a homens do futebol, mas também na arte passar o Verão a beber cerveja à borla no bar de Paulo China. Pena tenho que o nosso Benfica não esteja tão adiantado na preparação da próxima época. Enquanto Quique ainda está à espera que alguém lhe diga qual é o comunicado que deve ler, já Paulo Bento tem uma ideia muito clara na sua cabeça, no maxilar e em pelo menos, duas ou três costelas, sobre o que irá acontecer caso as suas opções técnicas não sejam do agrado do capitão Sá Pinto. Isto só vem demonstrar que Bettencourt é um homem que percebe o clube, que sabe o que quer e até sabe como o conseguir: com muito profissionalismo, pois claro.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O chiqueiro

Era uma vez uma senhora já muito velhinha que, coitadinha, não teve educação quando era pequena. Vivia fechada no seu mundinho, rodeada dos seus vizinhos e dos seus animais lá na remota aldeia de Onde Judas Perdeu as Botas. Levava uma vida simples e os seus modos eram reflexo disso mesmo.
Nunca viu uns talheres, por isso sorvia ruidosamente as sopas e desmanchava com as mãos os nacos de carne que cozinhava no fogo. O espectáculo não era bonito de se ver, especialmente quando a idosa cuspia os ossinhos (dos animais) e um ou outro dente (dela) para o chão, ou quando limpava as beiças ao braço peludo e encardido.
Um dia, as assistentes sociais levaram juntamente com alguns medicamentos uma colher, um garfo e uma faca à geronte, tentando assim diferenciar o comportamento à mesa da boa mulher do dos suídeos que esta criava. Debalde. A amostra de faqueiro rapidamente foi parar acima da lareira, funcionando como novíssimo bibelot, ao lado de uma ferradura, de uma imagem de Nossa Senhora dos Remédios (genéricos?) e de um retrato amarelecido do seu marido, falecido ao ser engolido por uma ceifeira-debulhadora.
Depois de 70 anos a comer com as mãos, a cuspir as sebências para o chão e a arrotar ruidosamente no final, aqueles talheres não passavam de uma curiosidade, uma modernice trazida pelas gaiatas da Junta de Freguesia.
Este drama sociológico faz-me lembrar o Benfica. Que óbviamente se comporta como a nossa velhota, sendo o conjunto de talheres a sua cotação na Bolsa de Valores.
Já por várias vezes tentaram explicar aquela rapaziada que ao passarem a SAD teriam que adoptar novos comportamentos perante a entidade reguladora. Teriam que acabar com as informações contraditórias, com os boatos meramente especulatórios e com as fugas estratégicas de informação.
Mas foram demasiados anos a comer com as mãos. Por isso, depois da OPA dos chineses, da OPA do Berardo e das 136 contratações que nunca chegaram a acontecer, agora é a rábula dos treinadores. Um dia o Quique vai para o olho da rua e na mesma tarde afinal não. Na manhã seguinte o Jorge “xóriço” Jesus já assinou e na mesma tarde afinal não. E os comunicados sucedem-se para ainda maior descrédito do clube e gáudio de quem está de fora.
Um conselho aos senhores da CMVM: se não os conseguem ensinar a comer com talheres, dêem-lhes um guardanapo. Não resolve nada, mas pelo menos ajuda a disfarçar.

terça-feira, 26 de maio de 2009

É o Sepsi? É o Kikin? É o Balboa?

Não, é um tal de Ramires. Mas a conversa é a mesma.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Engano

Depois de uma incursão à mãe África à procura de juvenis com 30 anos para ingressarem nas camadas jovens do Benfica e limparem todos os títulos da próxima época, sou surpreendido com a notícia: “Dias Ferreira agredido e aconselhado a abandonar a candidatura”. (Gostava aqui de sublinhar a palavra “surpreendido”). Podia até referir alguma surpresa por ver os Cavalheiros do futebol resolverem os assuntos desta forma, mas não. O que realmente me surpreendeu foi o facto de agredirem Dias Ferreira, quando na verdade quem disse “Paulo Bento forever” foi Bettencourt.

Simulação

Quero ver quantos jogos de castigo vai o Conselho de Disciplina da Liga de Clubes dar ao Dias Ferreira, por ter simulado uma agressão. Quero ver...

domingo, 17 de maio de 2009

O Luís

Eles têm "O Rui". Nós temos "O Luís". "O Luís" sagrou-se ontem Campeão pela enésima vez e aproveitou para anunciar o final da carreira.
"O Luís" tem 36 anos e afirmou que "não voltará a jogar ao mais alto nível". Para mim, está-se a fazer ao Benfica.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Da destruição de Lisboa

Lembro-me como se fosse hoje daquele que foi um dos piores dias da minha vida. Nessa triste data, uma série de factores que em condições normais jamais se conjugariam uniram-se, dando origem às horas mais infernais da minha existência. Foi no dia 22 de Maio de 2005.
Improbabilidade nº1: nessa época eu morava a escassas dezenas de metros do Marquês de Pombal.
Improbabilidade nº2: nessa tarde o Benfica sagrava-se campeão nacional de futebol.
Convém fazer aqui uma breve pausa no texto e esclarecer os leitores mais cépticos, nomeadamente os de mais tenra idade, acerca destas improbabilidades. Quanto ao facto de eu morar perto do Marquês não há muito a dizer. Já em relação ao campeonato para o Benfica, foi mesmo verdade. Sim, aquele clube que nas últimas épocas vem lutando estoicamente pelo 3º lugar já foi campeão. Dizem os antigos que até o foi várias vezes em tempos que se perderam na bruma da História e na memória atacada pelo Alzheimer do Rui Cartaxana.
Voltando a essa fatídica tarde primaveril: após o apito final do Bessa, o que aparentava ser uma amena tarde primaveril resvalou rapidamente para um cenário apocalíptico. De estradas que levam não se sabe bem onde, em meios de transporte que se julgavam para sempre extintos, a pé e de trás das pedras, o centro da cidade foi invadido por criaturas fardadas de vermelho, de tez arroxeada e falando um dialecto imperceptível para quem não pertencia aquela alcateia.
Num ápice, os jardins da mais nobre avenida de Lisboa foram pisoteados (provavelmente até pastados), o lixo acumulou-se nas bermas e a urina correu a rodos pelas valetas. Cânticos assustadores e palavras de ordem aterradoras brotavam daquelas gargantas calejadas do álcool. O povo trancou-se em casa temeroso, percebendo pela primeira vez o que sentiam as indefesas populações medievais quando avistavam no horizonte os “drakkars” vikings. Relatos há de quem tenha preferido o suicídio a tentar explicar à turba onde era a Rua Rosa Araújo.
E eu ali naquele terceiro andar, a lamentar amargamente ter ignorado os avisos que me tinham sido feitos. Um pouco como quando a Protecção Civil anuncia um alerta laranja por causa da chuva e vento, também já ninguém acredita que o Benfica pode ser campeão. Podia perfeitamente ter saído da cidade e, tal como Nero em Roma, ter ficado ali num cabeço de Loures a assistir à destruição de Lisboa. Mas fiquei. Com a porta trancada pela minha mais pesada mobília e sem pregar olho até às 5 da manhã quando finalmente ficaram sem voz, sem cerveja e sem mulheres, homens e pombos para violar.
Por isso é que me é indiferente o FCP ganhar o campeonato. Como nas cheias do Bangladesh só nos chegam cá abaixo as notícias. Isso e aquela dúzia de maduros divididos entre o Marquês e a Avenida da República que, convenhamos, até têm piada com os seus três dentes.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Eu não escreveria melhor

Eu já andava a matutar nisto há uns tempos e agora tenho a certeza: quando daqui a umas semanas ficar sem emprego (espero sinceramente que não), Quique Flores pode contar com um part-time como escriba aqui no Impróprio. Escrevendo a verde, obviamente.
O seu anti-benfiquismo primário ficou bem patente nas opções que tomou ao longo da época e nas contratações que encomendou a "O Rui". Mas o que lhe garante um lugar aqui no plantel é o seu humor acutilante e a sua capacidade de deixar o mais Jorge Máximo dos benfiquistas com os nervos à flor da pele.
Quique, já não é nem a primeira nem a segunda vez que tu me tiras as palavras da boca.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Manifesto Eleitoral

Caros sócios e simpatizantes do Impróprio para Cardíacos,
Como têm reparado, há mais de uma semana que me encontro afastado deste relvado. Aproveito para agradecer os milhares de sms’s, e-mails, telegramas cantados e meretrizes de leste que me têm feito chegar em sinal de apoio e incentivo.
É que, agora que se aproximam as eleições no meu Clube, também eu decidi entrar em período de reflexão. E depois de muito reflectir, é triste observar que os sportinguistas estão mais relutantes em candidatar-se à Presidência do que as freiras carmelitas em protagonizarem um filme do Sá Leão (a utilização do apelido do realizador neste contexto não é inocente, claro). Mais triste ainda é observar que, dado o actual cenário de miséria, até eu constituo uma alternativa mais credível do que aquelas que se perfilam.
Espero que se levante em torno da minha potencial candidatura uma vaga de fundo semelhante à que levou Pedro Quartin Graça à presidência do Partido da Terra. E aqueles que me apontam o dedo, acusando-me de não ter perfil para o cargo, eu contraponho com os seguintes factos:

- tal com o actual Presidente, eu gosto de whisky
- tal como o actual Presidente, não poderei dedicar mais de uma horinha/dia ao clube
- ao contrário do actual Presidente, gosto de futebol
- tal como o actual Presidente, não percebo nada de futebol
- ao contrário do actual Presidente corria com o Bento passado 21 minutos de tomar posse
- tal como o actual Presidente, não me importo nada de fazer umas negociatas obscuras envolvento amigalhaços e o clube
- ao contrário do actual presidente, eu percebo que o Tiuí não é jogador de futebol só de olhar para o passe social do rapaz

Em pré-campanha, convém também avançar com algumas promessas eleitorais:

- Prometo (não me canso de repetir) correr com o Bento. A conversa do “Ferguson do Sporting” encanita-me. O tipo foi responsável pelas três maiores humilhações do Sporting nas últimas décadas. Refiro-me obviamente às derrotas com o Barça, às derrotas com o Bayern e só termos marcado 3 golos ao Benfica no jogo da 2ª volta do campeonato.

- Prometo retomar a venda de alcool nas bancadas do estádio. Se a malta dos camarotes se pode embezanar como se não houvesse amanhã, porque é que nós – pagantes – não podemos? Têm medo que invadamos os camarotes, não é?

- Prometo fazer tudo o que estiver ao meu alcance para reconduzir Luís Filipe Vieira no seu cargo, renovando logo de seguida com Rui Costa e Quique Flores. Seguem-se contratos vitalícios para o Nuno Gomes, Binya, Di Maria, Reyes, Urretavizcaya, Sidnei, Moretto e por aí fora.

- Prometo gastar o que for preciso para o Benfica manter o seu actual plantel, permitindo-lhes assim continuarem a disputar até às últimas jornadas a 3ª posição.

- Prometo retirar os stewards de campo e franquear o acesso ao relvado a todos os adeptos que queiram fazer justiça pelas suas próprias mãos quando a arbitragem assim o obrigar. Se já o fizeram na Luz, porque é que não havemos nós de fazer?

- Prometo vender o Edifício Visconde de Alvalade e distribuír a verba pelos sócios pagantes em forma de cheque-disco da FNAC.

E não há campanha sem um slogan. Por isso, desde já avanço com as seguintes palavras de ordem:

“Vota 7 Maldito. Por um Sporting à Sporting e um Benfica à Campomaiorense”

terça-feira, 5 de maio de 2009

Apoiado

Não podia estar mais de acordo.