sexta-feira, 14 de maio de 2010

Rumo ao Futuro

Os leitores mais atentos, devem ter visto hoje na imprensa que o Benfica garantiu Jorge Jesus até 2013. Pois bem, estou em condições de confirmar esta notícia, uma vez que tudo se resolveu ontem durante a minha visita ao Seixal. Depois de assistir ao treino da manhã, no relvado principal do Centro de Estágio, reuni-me com a equipa para os felicitar pessoalmente pelo título. Após esse breve encontro, passámos então aos negócios. Para já resolvemos o caso do mister. Para breve, haverá também notícias sobre David.



Por motivos de segurança e de forma a garantir o sucesso das restantes negociações, a minha imagem é aqui protegida.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Alegria

Ao mesmo tempo que a Polícia Municipal de Lisboa retira os últimos benfiquistas do Marquês e da Avenida da Liberdade para a passagem de Sua Santidade, acordo finalmente para a realidade: este campeonato ficou marcado pelo mau perder. Compreendo perfeitamente que a duas ou três jornadas do fim se digam coisas como “o Benfica está mais frágil” ou “ainda podemos ser campeões”. Mesmo que totalmente irrealistas, servem para tentar colocar pressão nos adversários. O que não compreendo é que no fim do campeonato, não sejam capazes de felicitar o novo campeão nacional sem arranjar desculpas. Ponham por favor os olhos no futuro treinador do Sporting que nos últimos 10 minutos da Liga perdeu o acesso à Europa para o Marítimo, mas que mesmo assim não precisou de arranjar meias-palavras ou subterfúgios. Limitou-se a dizer “estamos desolados”. Este homem sabe perder e é isso que me alegra.



domingo, 9 de maio de 2010

O Dia do Juízo Final

O dia do Juízo Final chegou. As forças do mal acordaram cedo e arregimentam-se, preparando a invasão e o saque a Lisboa com a minúcia com que Thor "o Esquartejador" preparava as suas investidas sobre as costas da Irlanda (a pobre Irlanda sempre sofreu muito das costas, coitada).
Também eu tentei antecipar este triste dia com todos os cuidados. Fui de férias para longe, muito longe, na semana em que os bárbaros planearam tomar a Invicta. O assalto fracassou e as comemorações foram adiadas para quando eu já estivesse presente. Previdente, tinha um plano de contingência: aproveitando a necessidade de viajar em trabalho, marquei avião para a tarde de hoje (Domingo) em vez da habitual saída na Segunda de manhã. Mas os deuses não estão comigo. A maldita nuvem de cinzas cancelou-me o voo e terei mesmo de pernoitar em Lisboa, ficando assim à mercê da turba comandada por Barbas "o Traficante". Como costuma dizer Jorge Máximo, "desperate times call for desperate measures", por isso deixo aqui a lista de medidas a tomar por todos aqueles que - como eu - pretendam escapar incólumes à barbárie que se prevê para logo:

- Abastecer de água e comida enlatada suficiente para vários dias
- Abastecer de calmantes suficientes para uma época inteira
- Calafetar portas e janelas
- Reforçar portas e janelas com barras metálicas
- Desligar telefones, televisão e rádios
- Arrancar o cabo da internet
- Enviar mulher, filhas, animais domésticos e todo o ser passível de ser violado para local seguro (considera-se local seguro todo e qualquer local situado no Deserto de Gobi)
- Rezar muito, mas mesmo muito para que um tal de Tarantini (?) faça o jogo da sua vida

Coragem amigos. Isto hoje não vai ser nada fácil.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Azia ou refluxo gástrico?

Na semana passada recebi um amável convite de um amigo do norte para ir ver o Porto – Benfica ao estádio do Dragão, confortavelmente sentado num camarote. Ainda hoje não sei se ele estava mesmo a ser meu amigo ou se me queria apanhar a jeito para me atirar uma bola de golfe à cabeça.

Assim, sábado de manhã, lá sai eu disparado mais a minha Maria no meu Citroen 2CV pela A1 acima a uns loucos 95km por hora. Já o sol se tinha deitado quando finalmente atingimos o destino. Não por causa da falta de cilindrada da minha viatura, mas sim pelo leitão que fizemos ao almoço na Mealhada que não havia maneira de ir para baixo, nem empurrado a kompensan.

Era o que faltava um porquinho bebé deitar abaixo um benfiquista. Por isso mesmo, estacionei a viatura à porta do Capa Negra e aviei uma francesinha sem medos. Desta vez, a minha abordagem à digestão foi mais tradicional “se faz favor, é a garrafa do patrão” seguido daquele piscar de olho que quer dizer “tu sabes do que eu estou a falar”. Resultado, eram 3h da manhã, já a minha Maria dormia profundamente, ainda eu andava a falar com a francesinha às voltas no quarto da Pensão Duas Nações. Aproveito aqui para referir que não é nenhum luxo, mas os quartos são asseados e tem casa de banho privativa e água quente.

Ainda assim acordei cedo no domingo. Queria aproveitar bem o dia e por isso fui mais a senhora futura primeira dama passear os cachecóis orgulhosamente iguais para Serralves, Foz e Ribeira até à hora do jogo.

Salto estes 90 minutos, porque isso vocês já sabem. O que não sabem foi que sai de lá com uma azia daquelas de acordar um morto e sem motivo aparente. O Benfica fez um grande jogo, claramente planeado por Jorge Jesus e com todas as situações previstas e treinadas ao longo da semana. O que Jorge Jesus não previa era a trombose que o guarda-redes do Paços de Ferreira teve quando ia a agarrar uma bola. E foi enquanto pensava nisto que me veio o jantar à boca “arroz de pato”. Está explicado. Não era azia, era refluxo gástrico.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

terça-feira, 20 de abril de 2010

Dois pesos e duas medidas



Factos:
A Câmara Municipal de Lisboa mandou retirar a faixa do Marquês de Pombal que informava os lisboetas que aquele espaço se encontra reservado para um evento; A mesma Câmara de Lisboa faz obras de recuperação e melhoramento no Terreiro do Paço para outro evento que deverá ocorrer uma ou duas semanas após o evento anterior. Conclusão: Isto são claramente dois pesos e duas medias para dois acontecimentos que visam receber milhares de fiéis e celebrar a sua fé. No Cais existirão velas, no Marquês teremos very lights, no Cais haverá orações a uma só voz, no Marquês haverá cânticos, no Cais haverá imagens do menino Jesus, no Marquês estará o mister, mas na essência é a mesma coisa. Considerações: Critico no entanto a faixa por ser irrealista. Era necessário incluir para além do Marquês, a Avenida da Liberdade, o Rossio, a Fontes Pereira de Melo, toda a área metropolitana de Lisboa e ainda Portugal Continental em geral, os Açores, a Madeira, os Palops e os portugueses da França.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O senhor Mário do café

Há muitos anos atrás, no período de trevas hoteleiras que antecedeu a chegada da ASAE, tempos em que milhares e milhares de portugueses morriam diariamente por terem bebido uma ginginha em cálice de vidro ou comido um pastel de bacalhau cozinhado com uma colher de pau, o senhor Mário era um tasqueiro. Hoje é um empresário do ramo hoteleiro, tal com a contínua é auxiliar de acção educativa, os “almeidas” são técnicos de higiene urbana e a bica é Nespresso. O senhor Mário é o proprietário do café onde diariamente administro a minha dose individual de cafeína. O senhor Mário é benfiquista dos quatro costados.

Há três anos, quando me mudei para a rua do senhor Mário e comecei a frequentar o seu establecimento, ainda ensaiei a rábula que faço sempre com os taxistas: fingir que sou benfiquista. Entrava no café, sentava-me ao balcão e recebia com um sorriso o tradicional “bom dia amigo! Mais um diazinho, não é?”. Enquanto ele me trazia a bica, o Record, A Bola e o 24 Horas perguntava “então e o nosso Benfica!? Aquilo tá mal, hein?”. Depois era ficar ali e deleitar-me com o rol de queixumes e desculpas para a miséria quase sportinguista que então se vivia para as bandas da Luz. Ocorre é que, apesar de benfiquista, o senhor Mário não é parvo e começou a estranhar que eu abrisse o desportivo e fosse directo às páginas verdes. “O amigo anda a mangar comigo, não anda?”, perguntou-me um dia. Não neguei, ainda nos rimos com aquilo, continuámos amigos e mais importante ainda, o café continuou a €0,55. Também ainda não calhou andarmos à pedrada, apesar da pedrada que dá o bagacinho “lá da terra” que esconde com os cuidados de um espião britânico residente em Nuremberga em 1942.

O senhor Mário sofre com o Benfica. E quando digo “sofre” é porque sofre mesmo. Sofre de tal maneira que na semana passada sofreu um AVC minutos depois da sua equipa ser goleada pelo Liverpool para a “Ligórópa”. Felizmente a patroa acudiu-o a tempo e conseguiu-se evitar o pior. Foi internado em São José. A consternação lá na rua foi total. Nestes dias não se falou de outra coisa. Ninguém sabia ao certo como estava o senhor Mário, quais as consequências do AVC ou sequer quando teria alta.

Hoje de manhã, qual é o meu espanto quando vejo as portas do café abertas. Entro e eis o senhor Mário atrás do balcão, são como um pêro. Mal me vê, bica, Record, A Bola e o 24 Horas para cima do balcão, acompanhados do tradicional mantra “bom dia amigo! Mais um diazinho, não é?”, que de repente ganha todo um novo significado. Agora, “mais um diazinho” para o senhor Mário já não é um castigo a servir bicas, penaltes e aturar lagartos. É um bónus.

Por culpa de uma derrota do seu Benfica, o senhor Mário quase se finava. Ontem bastaram dois golos para arrancar os tubos, assinar o termo de responsabilidade e voltar a casa e ao trabalho.

O Benfica quase o matou. O Benfica o salvou. E hoje o café foi de borla.

A minha manhã foi menos má.


O que se passou foi isto

Ora vejamos se conseguimos aqui dissecar o que se passou ontem no estádio da luz: num jogo onde o Sporting não acertou uma única vez no rectângulo branco (vulgo, baliza) razão pela qual Quim foi obrigado a atirar-se para o chão para agarrar uma bola que ia bater no painel publicitário, só para dizer que fez uma defesa e no jogo onde todo o plantel leonino deverá ter dito ao intervalo a Carvalhal “Mister posso sair mais cedo? É que está muito frio e para além disso está quase a começar o 11º episódio do Lost na Fox!” ao qual ele respondeu “Eh pá! Esqueci-me de deixar a gravar isso... ó Costinha, no fim vais tu à Conferência de Imprensa, está bem?”, o que justifica não ter existido adversário em campo no segundo tempo... neste mesmo jogo o que o Sporting Clube de Portugal tem a dizer é “fomos roubados”!!!! É isto?

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Dieta

A imprensa é lixada. Desde a final da Figueira da Foz que sou um adepto desassossegado por causa da tinta que corre nos jornais desportivos. Não só, tive que deitar várias vezes a mão, durante o jogo, à bomba da asma da minha sogra como no dia seguinte decidi cortar as carnes vermelhas, os enchidos e os fritos da minha alimentação quando li as declarações de Jesus a propósito da semana europeia “estou preocupado com o cansaço da minha equipa”. Ora se o homem que em confiança é capaz de fazer corar José Mourinho afirma que a equipa está cansada, é porque os jogadores estão de rastos e consequentemente eu estou à beira de ver umas quantas veias entupirem. Como se o cenário não estivesse já negro o suficiente, outro desportivo anuncia hoje na sua capa as palavras do capitão “temos que saber sofrer”. Mais? Eu já ando com o 112 pré marcado no meu telemóvel há dois dias e ainda me falam em sofrer. Felizmente, um outro jornal apresenta-me as palavras apaziguadoras “vamos ganhar”. Quem o diz é Elena Gomez e uma coisa é certa: ela sabe mais do balneário que qualquer um de nós. Mas pelo sim, pelo não, hoje só bebo descafeinados.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Fonte seca

A mesma fonte fidedigna que me garantiu há dois anos que Maniche "já tinha assinado pelo Sporting" e que me jurou a pés juntos que "o Bruno Alves vai em Dezembro para o Real Madrid substituir o Pepe", diz-me agora com igual certeza que "o Sporting já contratou o Manuel José para treinar na próxima época".
Resta-me esperar que o grau de fiabilidade das suas informações se mantenha. É que ainda guardo bem frescas na minha desgastada cabecinha frases - naquela voz esganiçada - como: "é verdade! Tôde o sóce viu...o Marlon fô derrubade!"

terça-feira, 30 de março de 2010

Perdoa-os Senhor

Olhem que eu já tenho uns aninhos no lombo e não me recordo de uma época tão miserável por parte do meu Sporting. Nem recuando aos saudosos anos do Jorge Gonçalves e do Sousa Cintra, em que os resultados desportivos não seriam muito diferentes dos de hoje, mas pelo menos um gajo divertia-se mais.
Hoje, em vez de Jorge Plácido temos Postiga, em vez de João Luís II temos Abel, em vez de Forbs temos Yannick, em vez de Bozinowsky ("tchiii, quem o gajo foi buscar!") temos, temos...não, não temos ninguém para o lugar deste cepo.
O reinado de Bettencourt e seus escudeiros Bento e Carvalhal prepara-se para ficar registado como um dos mais deprimentes da História leonina. Ainda assim, o Ravanelli dos presidentes não se demite. Mais preocupado em apagar a imagem deixada nesta época do que em preparar a próxima, o Impróprio sabe que JEB está a apostar tudo na vinda do Papa Bento XVI a Portugal, rezando à Nossa Senhora do Lumiar que o Santo Padre conceda uma amnistia a toda a direcção, corpo técnico e plantel.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Always look on the bright side of life

É verdade que o Benfica está a fazer uma grande época ao contrário do Sporting. Possivelmente está até a ser uma das piores épocas de sempre para o clube leonino. Mas isso não é motivo para desmoralizar. Não é porque Paulo Bento saiu seis meses mais tarde, porque o novo treinador entrou já de saída, porque o ex-director desportivo agrediu um jogador, porque o actual team manager diz disparates, porque a claque agride a claque adversária, porque a equipa só joga à bola uma vez por mês, porque há jogadores que abandonam os estágios ou porque à 24ª jornada estão a 23 pontos do líder que devem desanimar. Vejam as coisas pelo lado positivo... a... deixa cá ver... a... agora não me lembro de nada... mas deve haver qualquer coisa.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Ensaio Geral

Jesus é um homem coerente. Assim como o pantone acobreado do seu cabelo, também o seu discurso não se desvia um milímetro. Desde o princípio da época que o mister afirma que o principal objectivo do Benfica é o campeonato. Esta missão têm sido levada tão a sério que ontem a equipa se deu ao trabalho de vencer um jogo menos importante só para que alguns adeptos pudessem ensaiar a festa do título à volta do Marquês de Pombal. Jorge Jesus pode agora dormir mais descansado por saber que determinadas danças epilépticas, algumas rimas toscas e muitas buzinas de automóveis continuam rotinadas.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Confesso

Sim, eu andei à pedrada no final do jogo de ontem.
Mas o Polga e o Caneira conseguiram sempre desviar-se...

quarta-feira, 17 de março de 2010

Cloaca Maxima

Integralmente copiado da Wikipedia:

A Cloaca Máxima (em latim Cloaca Maxima, italiano Cloaca Massima) é uma das mais antigas redes de esgotos do mundo. Foi construída na antiga Roma nos finais do século VI a.C. pelos últimos reis de Roma, iniciada por Tarquínio Prisco e concluída Tarquínio, o Soberbo, que usufruiram da experiência desenvolvida pela engenharia etrusca para drenar as águas residuais e o lixo de uma das populosas cidades do mundo, Roma, para o rio Tibre, que atravessa a cidade, em direcção ao Mar Tirreno, a alguns quilómetros a Oeste. Ainda que Tito Lívio a descreva como escavada no subsolo da cidade, escrevendo no entanto muito depois da sua construção, outras fontes (e pelo seu percurso) indicam que o sistema original se tratasse de um canal a céu aberto que recolhia as águas dos cursos naturais que desciam das colinas, drenando também a planície do Fórum Romano; este canal, por vezes escavado abaixo do nível do solo, seria progressivamente coberto devido às exigências do espaço do centro citadino. A Cloaca Máxima foi mantida em bom estado durante toda a idade imperial. Há notícia, por exemplo, de uma inspecção e trabalhos de manutenção sob a alçada de Marco Vipsânio Agripa, a 33 a.C.. Os traços arqueológicos revelam intervenções em épocas distintas, com diversos materiais e técnicas de construção. O seu funcionamento prosseguiu durante bastante tempo após a queda do Império Romano.


Agora acrescento eu:

Cloaca Maxima é também a boca do Salema Garção. Cada vez que a abre, saem de lá as maiores imundices. Ninguém o cala?

quinta-feira, 11 de março de 2010

Será chuva, será vento?

Foi há vinte anos. Valdo coloca o esférico na marca para bater de seguida o pontapé de canto. Magnusson, ainda antes dos efeitos Esporão 97, cabeceou ao primeiro poste, mas foi o jeitinho de Vata que colocou a bola dentro da baliza para qualificar o Benfica frente ao Marselha para a final da Liga dos Clubes Campeões Europeus. Na altura, ninguém teve dúvidas: “foi com a mão”. Mas 20 anos depois, Vata esclarece o mundo futebolístico em entrevista ao jornal i “Havia vento e marquei com o peito. A sério, é como lhe digo". Aliás, como se pode ver claramente e imparcialmente nas imagens.

video

terça-feira, 9 de março de 2010

Pausa para publicidade

Uma das técnicas utilizadas pelos publicitários é recorrer a imagens extremas que dramatizem a ideia que queremos passar. Foi o que fizeram na África do Sul, quando quiseram dizer que podem acontecer coisas nojentas às loiças e talheres e, como tal, é melhor ter um detergente decente por perto.
Um daqueles casos em que a imagem vale mesmo por mil palavras.

A campanha toda aqui

segunda-feira, 8 de março de 2010

Analisando friamente

Orgulho-de de ser um observador frio e racional do fenómeno futebolístico. Escrevo com a razão e nunca com o coração. Recuso-me a embandeirar em arco por dá cá aquele poker do Liedson. Por isso, observando a tabela classificativa, o momento actual do Sporting, o momento actual dos seus rivais e o número de jornadas que faltam para o fim, afirmo convictamente que, matematicamente e não só, é perfeitamente possível que o Sporting se sagre Campeão 2009/2010.

Agora dêem-me licença, mas os enfermeiros estão a chamar-me para tomar os comprimidos da manhã.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Um fim-de-semana lixado

Um fim-de-semana lixado é ter um jantar de aniversário no Sábado, em que a aniversariante é uma doente (o adjectivo aqui é claramente redutor do grau de fanatismo da visada) benfiquista. Tão doente que recebeu os convivas vestida com o equipamento vermelho assinado pelo plantel. Tão doente que mandou instalar um ecrã gigante para que todos os convivas pudessem ver o jogo do clube das suas visceras (coração aqui seria claramente redutor do grau de fanatismo da visada). Tão doente que entre os convidados pontuavam inclusivamente actuais e ex-dirigentes benfiquistas. Tão, mas tão doente que a dada altura surge o amestrador espanhol com o pássaro Vitória pelo braço, só para saudar a aniversariante. Isto num restaurante lisboeta, imagine-se! E lixado foi levar com aquele circo todo a exultar a cada golo marcado em Matosinhos.
Também é lixado perceber que afinal o Sporting sabe e pode jogar futebol. E é lixado porque agora já não nos serve de nada. Mais lixado ainda é linchar o FCP e receber os abraços, felicitações e agradecimentos das hordas benfiquistas.
Podia estar feliz. Mas não: estou lixado.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Descobriram a pólvora

Devo afirmar perante o nosso vasto auditório (a palavra "vasto" não é aqui aplicada inocentemente) que gostei de ver o Sporting. É verdade que não vi mais de 10 minutos, mas chegou perfeitamente para avaliar a boa prestação com que os leões nos presentearam. Em primeiro lugar, o baixinho João Moutinho. Uma categoria de jogador, de tal maneira que me surpreende o facto do Benfica, do Braga ou do Porto não manifestarem interesse na sua contratação. De certeza que ele gostaria de jogar num dos três "Grandes". Em segundo, e o mais importante de tudo, as cadeiras das bancadas. É no design tuti fruti do arquitecto que reside o segredo técnico-táctico da equipa. Aquela sensação de estádio cheio, transmite ao plantel uma enorme confiança, uma vez que os jogadores não ouvem assobios nem vaias, nem vêem faixas com dizeres desagradáveis o que os leva a acreditar que a massa associativa está realmente com a equipa. Assim foi ontem, a meio de uma competição europeia apenas 17 mil cadeiras estavam ocupadas e a julgar pelo estado em que ficou a Praça do Rossio, grande parte nem era do Sporting. Carlos Carvalhal diz que precisa é de tempo para preparar os jogos. Nada disso. Para o bem de todos, basta repetir a fórmula no domingo: fiquem em casa.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Está tudo dito


É certo que peca por tardia esta pérola maravilhosa dos escribas do Record. A capa de ontem devia ter saído na terça-feira de Carnaval, mas não é menos verdade que os habituais 3 dias de Entrudo estão a durar uma época inteira para os lados de Alvalade.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Fotolegenda


LFV: "Tens uns lindos dentes pá. Tanto um como o outro"

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

DIAS FELIZES

O trabalho levou-me a semana passada até África do Sul. Podia muito bem ter ido procurar centros de estágio para Carlos Queirós trabalhar os seus bíceps, pois nunca se sabe quando é que o mister vai precisar de aplicar os seus ganchos de direita novamente. Mas infelizmente fui mesmo trabalhar. Durante a minha longa estadia pelo país anfitrião do próximo mundial mantive uma relação – muito feliz, enquanto durou - com o futebol português exclusivamente ao nível do sms. Assim que aterrei, o meu telemóvel não parava de apitar com as mensagens “Bem-vindo a África do Sul...”, “A sua operadora...”, “Para aceder ao Voicemail...”, “Benfica 3 – Guimarães 1”. Na altura pensei que aquela era melhor notícia que podia receber, mas dois dias depois, enquanto jantava o telemóvel voltou a tocar “O Sporting está a perder 3-1 com o Porto”. Ainda não tinha terminado de trinchar o meu bife e novo sinal sonoro “4-1” e logo depois “5-1”. Finalmente os cafés e os digestivos e mais bip-bip “será possível mais um golo do Porto?” olhei para o telemóvel e reparei que tinha ficado sem bateria. Os restantes dias vivi numa feliz ignorância até que aterrei em Lisboa e descobri que o meu Benfica tinha perdido pontos com o Setúbal. Alguém ainda me tentou reconfortar “deixa lá pá, o Sporting também perdeu”. Mas já não foi a mesma coisa.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Vestir a camisola

Cheguei ontem à noite do estrangeiro, mesmo a tempo de não ver o Sporting e ainda a tempo de ver o Benfica (ter TV's a passar futebol na sala de espera das bagagens diz muito do handling do aeroporto lisboeta).
E por aquilo que vi, só um jogador do Benfica merece o prémio de jogo. Zoro: passa amanhã depois das 10h na tesouraria da Luz que o Rui assina-te o cheque. Descontado do salário do Cardozo, claro.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Frase do dia (de ontem)

"O futebol não é o Vale-Tudo".

Escreva-se não em pedra, mas em gesso, esta pérola proferida ontem pelo central benfiquista David Luiz.

Frase da semana (passada)

"O Sá Pinto ganhou por KO, mas o Liedson ganhou na secretaria".

(Esta tirada não é da minha lavra. E como esta memória está como o Quim - já não é o que era - não me lembro de quem me disse).

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Ah Leão!

O leão voltou a mostrar a sua raça. Podia bem estar a falar da última película de Sá Leão, mas nem este senhor regado a comprimidos azuis consegue mostrar tanta garra. Segundo o que alguns órgãos de comunicação já adiantaram, refiro-me ao ex-director desportivo que tinha outras funções tipo coiso que ninguém sabia bem mas era mais ou menos o que fazia Pedro Barbosa.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Repeat El Conejo

Eu sou um ávido consumidor de música. Não interessa para aqui de que forma mais ou menos legítima essa música chega até mim, mas sim que procuro com frequência as novidades do maravilhoso mundo cançonetista.
Ao longo dos anos reparei que existe um padrão muito próprio nesse consumo que se mantém desde os poeirentos e velhinhos discos de vinil. Quando o novo brinquedo chega às minhas mãos oiço-o até à exaustão para depois o largar por muito e muito tempo, por vezes até para sempre. No entanto este padrão sofreu também com a evolução tecnológica e se antigamente o Lado A corria e depois o Lado B e depois o Lado A e depois o Lado B, (também chamado de vira o disco e toca o mesmo) agora é a apenas uma faixa de mp3 que toca em repeat. Quantos não são os artistas da rádio e tv disco de quem apenas conheço uma ou duas rimas orelhudas?
Assim tem sido com El Conejo que desde o princípio da época toca em repeat para meu regozijo e de mais uns quantos milhares. Quando se anunciou o seu nome como cabeça de cartaz para os palcos portugueses fizeram logo o favor de lhe vaticinar os papéis para a reforma, mas a verdade é que domingo a domingo a música é sempre a mesma. Chama-se... como é que se diz?... a “golo”. E para todos os gostos: de cabeça, de pé esquerdo, pé direito, de primeira, de recarga, sem deixar cair, etc. É verdade que não é o único da nossa praça, mas aqui, ao contrário de outros coretos, toda a gente sabe quantos golos o artista marca.

EUFORIA!

Sábado dei a terceira oportunidade da época ao meu Sporting e fui a Alvalade. A primeira tinha sido no início da época, a segunda quando Bento foi finalmente despedido.
Vi algo que julgava para sempre extinto: futebol vistoso, jogadas (sim, jogadas), centros bem feitos, desmarcações, jogadores motivados e golos (sim, golos!!!).
Era tal a míngua a que andava que saí do estádio eufórico.
E sinal óbvio dessa alegria não foi ter-me embriagado valentemente na noite que se seguiu, nem ter-me entregue à luxúria em colos de aluguer. A prova de que fiquei realmente eufórico com o que vi foi o facto de - ano e meio depois - ter comprado um jornal desportivo na manhã de Domingo.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

De como se enganam os indígenas com menos que um colar de contas

Foi numa manhã tormentosa, fustigada pela chuva intensa e vento inclemente, que saiu da barra do Tejo a nau comandada por Dom Luiz Fillipe de Vieira, abastado comerciante da região de Lisboa que fizera fortuna com o comércio de rodados para carroças e juntas de bois. Corriam também boatos que juntamente com essa mercadoria se transacionava outra sorte de produtos menos lícitos, porque do comércio de rodas nunca ninguém ganhara tão grande prosperidade. Mas adiante. Embarcados nessa nau estavam os mais consagrados rufias da metrópole, levada a golpe de chicote pelo comandante Ruy Costa, que nos dias de bom humor lançava aquela vara de cadastrados um coirato ressequido, provavelmente sobrado de uma qualquer festa popular ou espectáculo circence nas vésperas da abalação. Depois ficava ali a ver a canalha, corroída pelo escorbuto e peste vermelha, a degladiar-se por aquele naco bolorento.
Era desígnio de Dom Luiz Fillipe de Vieira assomar a terras de Vera Cruz com o propósito de negociar a mercadoria local. Já se sabia naqueles tempos que no Brazil se encontravam trabalhadores talentosos, que os autóctones facilmente transaccionavam por colares de contas.
O narrador toma agora a liberdade de poupar o inocente leitor à descrição pormenorizada da viagem de tais gentes, deixando à imaginação de cada um os hediondos rituais e práticas contra-natura que dentro da carraca se praticaram.
E foi numa manhã solarenga que o comandante Ruy Costa anunciou ao que sobrava da tripulação (alguns sucumbiram à peste vermelha, outros - como o marujo Keirrison - foram simplesmente deitados aos tubarões) o avistamento de terra. Chegados estavam à baía de Santos. Os locais reagiram com desconfiança à chegada de tão fedorenta comitiva, mas aceitaram negociar. Dom Luiz Fillipe de Vieira logo se apressou a embarcar mais uma arroba de indígenas.
No final, fingindo gratidão (pois carecia de se livrar de algum lastro) deu ordens ao seu capitão Ruy Costa que fizesse oferta de qualquer insignificância à tribo que os recebera.

"E que lhes oferecemos, meu Almirante? Os colares de contas do costume?", perguntou Ruy
"Nada de desperdiçar colares de contas que ainda temos que ir à Argentina. Temos por aí pior mercadoria", grunhiu Dom Luiz Fillipe
"Ah! O barril de carne putrefacta!", deduziu o inocente Ruy
"Nem pensar! O imediato Barbas e o grumete Jesus não dispensam tal petisco", afiançou Dom Luiz Fillipe
"Então o quê? Aquilo!?", perguntou Ruy abismado, antecipar já a indignação dos indígenas.
"Sim, aquilo. Eles gostam. MUHAHAHAHAHA!"

domingo, 10 de janeiro de 2010

Voltou

Andava desaparecido há cerca de dois anos e confesso que tinha saudades dele. Quando o vi até tive alguma dificuldade em reconhecê-lo, pois já me tinha esquecido como era. Foi bem bonito o reencontro: eu tinha saudades e só ontem percebi quanto. Espero que agora se deixe ficar por muito tempo. Lá estarei para o ver.
Voltou ontem a Alvalade. Chama-se futebol.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Escola de Samba

O ano não começou nada bem. Muitos são os portugueses que decidem dar um mergulho na Praia das Maçãs para entrar no novo ano, outros (como eu) preferem a bancada do Caixa Futebol Campus. Este ano, por motivos de força maior (ou seja: pressão alta do cônjuge “ou vamos viajar ou acaba-se o Benfica TV”) faltei ao meu ritual.
Após tantos dias de ausência sou surpreendido pelos reforços Airton, Kardec e Éder Luís. Como dizia Pedroto “um brasileiro é bom, dois é demais, três é uma escola de samba”.
Se eles vão reforçar o nosso Benfica, precisamos de esperar para ver, mas não restam dúvidas que as festas em casa do Luisão vão melhorar bastante.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Saldos

Em época de saldos não se fazem devoluções.
O Benfica só aceitou que o Belenenses devolvesse o Freddy Ady e o Saragoça devolvesse o Sepsi, porque o produto era obviamente defeituoso.